Regional

Cidades do interior têm dificuldades para manter médicos

EM.Com
Zumira Furbino 07/07/2013

Em São João Evangelista, no Vale do Rio Doce, está difícil conseguir médicos e os que trabalham na cidade, na maioria, são itinerantes, ou seja, exercem a profissão em várias cidades na região. “É difícil demais fixar os médicos”, desabafa o diretor da Fundação Municipal de Saúde São João Evangelista, responsável pelo hospital local, Celso Falcão. As especialidades mais procuradas no hospital são pediatria, obstetrícia, clínica médica e ortopedia. “Hoje, precisamos de mais três médicos. Estamos pagando R$ 1.600 por plantão de 24 horas”, informa.
Falcão conta que sete médicos trabalham no plantão da fundação, das 7h de um dia às 7h do outro. A necessidade mínima é de um plantonista por dia. “Dois médicos que trabalham aqui dão dois plantões por semana. Os outros normalmente também trabalham como plantonistas em cidades vizinhas, como Guanhães, Peçanha e Santa Maria do Suaçuí”, diz. O prefeito Pedro Queiroz Braga explica que a cidade tem 16 mil habitantes e conta com 13 médicos. Sete atendem no hospital e os demais no Programa de Saúde da Família (PSF). “É mais fácil encontrar os do PSF, porque eles são clínicos. Já no hospital, o médico precisa fazer clínica, partos, cesariana e até cirurgia geral”, explica.

Braga explica que a remuneração dos profissionais que atendem no PSF é de R$ 18 mil para uma carga horária de 40 horas por semana. Quando eles fazem plantão ou trabalham também no posto de saúde, a remuneração pode chegar a R$ 30 mil, diz o prefeito. “Mesmo assim, é difícil mantê-los aqui. Já cheguei a oferecer salário de mais de R$ 30 mil para o profissional vir morar em São João Evangelista, fazendo dois plantões por semana e ficando de sobreaviso para caso de necessidade. Ainda assim, não consegui ninguém que aceitasse”, diz. De acordo com ele, em matéria de atendimento médico, a situação na região é tão precária que entre São João Evangelista, Guanhães e Santa Maria do Suaçuí, que somam cerca de 100 mil habitantes, há apenas cinco pediatras.

“Contratei um médico que vai trabalhar dois sábados, quatro segundas-feiras, quatro terças e quatro quartas ao mês. Vai receber R$ 27 mil. Propus pagar R$ 30 mil para que morasse aqui, mas ele não topou”, diz o prefeito, que também é médico e já teve de largar a prefeitura para fazer atendimento de urgência. Anestesista na cidade só há nas quartas-feiras. Além disso, como faltava um profissional para fazer a medicação dos pacientes internados logo pela manhã, foi preciso contratar um médico que trabalha 12 horas por semana e recebe R$ 10 mil. “A especialidade dele é ginecologia. Tive que implorar para que topasse a parada, porque ele trabalha também em outros municípios”, revela.

Jovelino Pinheiro Costa é cirurgião vascular e ex-prefeito de Rio Pardo de Minas, no Norte do estado (teve o mandato cassado sob acusação de abuso de poder político). Na avaliação dele, a fixação de médicos no interior sempre foi um desafio. “As pessoas insistem em achar que o que vai fazer um médico ficar numa cidade é o salário, mas estão enganadas. O profissional chega, fica quatro ou cinco meses, faz um caixa e vai embora trabalhar em outro lugar que ofereça mais estrutura de atendimento e mais qualidade de vida.” Para Costa, os médicos fogem de condições de trabalho ruins porque ficam expostos a situações de risco e podem, inclusive, ser processados por imperícia ou negligência.

Outro fator que espanta os profissionais da área de medicina é a violência. “Já tive colegas que foram trabalhar no PSF de Ribeirão das Neves (na região metropolitana da capital) e foram roubados. Em Betim (também na Grande BH) paga-se bem, mas as condições de trabalho não são boas. Você tem medo sair do trabalho”, diz. Em Rio Pardo de Minas, que tem 30 mil habitantes, faltam quatro profissionais para completar o quadro médico. O salário oferecido pelo município é de R$ 20 mil para uma jornada entre 60 a 80 horas semanais. “Não conheço médico que trabalhe menos que 60 horas semanais. O interior requer que o profissional trabalhe mais.” 


Governo de MG oferece ajuda a prefeituras para cumprir Lei da Transparência 

Decreto do governo de Minas oferece gratuitamente às prefeituras a criação de sites de acesso à informação. Municípios que não publicarem dados até dia 28 sofrerão sanções 

Publicação: 17/05/2013

No aniversário da promulgação da Lei de Acesso à informação, um decreto do governo de Minas pode ser a salvação para as prefeituras que ainda não registraram seus portais de transparência na internet. Publicado nessa quinta-feira no Diário Oficial do Estado, o texto estabelece que o governo vai oferecer gratuitamente, a todas as prefeituras do estado que se interessarem, a criação de seus sites de acesso à informação, que serão aglutinados no portal da transparência estadual, no endereço www.transparencia.mg.gov.br. “Os municípios que aderirem ao Programa Minas Aberta terão uma página no portal da transparência do governo do estado, com subdomínio específico na internet. Com isso, o governo de Minas auxilia as prefeituras a se adequarem às normas legais, sem ônus para os cofres municipais”, explica o vice-governador, Alberto Pinto Coelho, que assina o texto.
Muitos municípios se tornaram reféns de empresas de software que estavam cobrando até R$ 10 mil por mês para manter as páginas na rede com informações sobre as contas da administração. Reportagens publicadas pelo Estado de Minas em 30 de abril e no dia 5 relataram o drama de prefeituras de cidades pequenas com dificuldades para cumprir o prazo  estabelecido em lei para implementação dos portais, o dia 28. Levantamento mostrou que 73% dos municípios mineiros com menos de 50 mil habitantes não tinham portal da transparência. A lei determina a suspensão de repasses do governo federal e do estadual caso os sites não estejam funcionando. Para cidades com mais de 50 mil habitantes esse prazo já expirou.

“As prefeituras agora deixam de ser reféns dessas empresas que estavam cobrando elevados valores para desenvolver esses sites para elas e passam a ter uma ferramenta gratuita que o governo está oferecendo. Os municípios antes não tinham opção e teriam que contratar essas empresas, para não deixar de cumprir a lei”, sustenta a subcontroladora da Informação Institucional e da Transparência da Controladoria Geral do Estado (CGE), Margareth Travessoni.

Ela destaca que a aglutinação das informações do estado e dos municípios no mesmo portal favorece a fiscalização pelos cidadãos. “Ainda que o município não queira participar do nosso programa, nós também podemos divulgar a página da prefeitura contendo essas informações, o que vai centralizar os dados”, completa. Já o vice-governador ressaltou que os dados relativos às transferências estaduais de receitas constitucionais “poderão ser atualizados automaticamente com a mesma periodicidade e nível de detalhamento publicado pelo governo de Minas”.

Capacitação

Pleito antigo dos prefeitos, o projeto foi elaborado ainda no ano passado e orçado em cerca de R$ 400 mil pela Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge). Outros estados, como São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Amapá, também promovem iniciativas semelhantes. O projeto será coordenado pela CGE e pela Secretaria de Governo de Minas Gerais, em pareceria com as secretarias de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), de Governo (Segov), da Casa Civil e de Relações Institucionais (Seccri) e de Fazenda (SEF).

As cidades que aderirem ao programa terão de atualizar as informações de seus portais municipais de transparência, mas a capacitação e o treinamento dos servidores serão promovidos pelo governo estadual. Os municípios ficarão responsáveis pelos pedidos de acesso à informação.

 

Prefeitura de Guanhães - MG lança processo seletivo

Prefeitura de Guanhães, Minas Gerais, abre vagas para cargos de todos os níveis escolares. Os salários previstos variam de R$ 678,00 a R$ 11.000,00.

Fonte Concurso Brasil

A Prefeitura mineira de Guanhães receberá inscrições para o processo seletivo n° 001/2013, destinado ao provimento de vagas para formação de cadastro de reserva. As oportunidades são voltadas a profissionais de nível fundamental, médio e superior, que tenham disponibilidade para atuar em jornadas semanais de 20 a 40 horas, conforme necessidade de cada cargo.

O certame será realizado pela empresa Magnus Auditores e Consultores Associados. Os salários previstos variam de R$ 678,00 a R$ 11.000,00.

Cargos
As chances são para os cargos de bombeiro, capturador de cães, carpinteiro, coveiro, eletricista, pedreiro, pintor, serralheiro, servente de obras, auxiliar de serviços gerais, servente escolar, mecânico, motorista, gari, vigia e demais cargos.

Inscrições e taxas
As inscrições presenciais serão realizadas na Prefeitura Municipal de Guanhães “ Casa da Cultura” – Praça JK, nº 205 - Centro, Guanhães, no período de 13 a 24 de maio de 2013 (exceto sábado, domingo e feriado), das 08h às 12h e 14h às 17h. As taxas variam de R$ 20,00 a 100,00, de acordo com o nível de escolaridade.

Será admitida a inscrição via internet, no endereço www.magnusconcursos.com.br, solicitada até às 23:59 horas do dia 24 de maio de 2013 (horário oficial de Brasília/DF), desde que efetuado seu pagamento até 24 de maio de 2013.

Provas
As Provas Objetivas de Múltipla Escolha serão realizadas no Município de Guanhães, provavelmente no dia 09 de junho de 2013. A partir do dia 01 de junho de 2013, será divulgada a planilha contendo locais e horários de realização das provas objetivas.

Validade
O prazo de validade do processo seletivo é de 02 anos, contados da data da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por mais 02 anos.
Todas as informações referentes à realização deste processo seletivo serão fornecidas pela Prefeitura Municipal de Guanhães, através da Comissão Municipal do Processo Seletivo e afixadas no quadro de publicação oficial dos atos da Prefeitura Municipal de Guanhães, no Diário Oficial, bem como no endereço eletrônico da organizadora do certame.

Justiça cassa três vereadores de São João Evangelista 

Os pralamentares foram acusados de comprar votos

O Estado de Minas

Publicação: 03/05/2013



Três vereadores do município de São João Evangelista, Região do Vale do Rio Doce, em Minas, tiveram os diplomas cassados e ainda terão que pagar multa, conforme decisão da Justiça Eleitoral. Os parlamentares foram acusados pelo Ministério Público Eleitoral de comprar votos. José Jaconias de Jesus (PTB), Erziléa Soares dos Santos (PMDB) e Denise Pereira dos Santos (PDT) já recorreram das decisões.

Conforme o MP, José Jaconias foi denunciado pelo irmão de um eleitor que teria recebido do parlamentar dois pneus em troca do voto. Na audiência, o eleitor alegou que a informação foi passada ao irmão dele como mera brincadeira e que o vereador teria apenas avalizado a compra dos pneus, mas a Justiça Eleitoral não considerou o desmentido, e julgou procedente a representação ministerial. A decisão é de 17 de março.

Já Erziléa Soares, foi acusada de prometer a uma eleitora a doação de fios de energia elétrica em troca do voto. A situação foi comprovada por meio de gravação anexada aos autos pelo Ministério Público. A terceira sentença, do dia 22 de abril, culpou Denise Pereira dos Santos pelo transporte irregular de eleitores. A candidata foi flagrada levando moradores da Zona Rural para os locais de votação em um veículo de campanha.



 

Campus São João Evangelista celebra convênio com o CREA/MG



IFMG São João Evageçista (divulgação)
A Coordenadoria de Estágios e Relações Empresariais (CERE) informa que foi celebrado Convênio entre o Instituto Técnico Federal de Minas Gerais (IFMG – Campus São João Evangelista) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA/MG). O primeio foi representado pelo diretor geral, Nildmar Gonçalves Madeira e o segundo por Juliana Bittencourt, gerente de recursos hmanos.

A vigência do convênio tem duração de seis anos – de 25 de abril de 2013 a 24 de abril de 2018 – e visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos do ensino regular de educação superior, de educação profissional de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos com o fim específico da promoção de estágios remunerados e não remunerados para alunos dos cursos ofertados pelos Campi do IFMG.

Segundo a Coordenadoria, o convênio é de grande importância para suprir parte das demandas de estágio em alguns cursos oferecidos pelo Insituto, como Técnico Agrícola com Habilitação em Agropecuária, Bacharelado em Agronomia, Tecnólogo em Silvicultura e Bacharelado em Sistemas de Informação, este último ainda em análise. (Fonte: SJE-IFMG)







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