Nacional
Taxa de desemprego fica em 6% em junho, diz IBGE
Vitor Abdala Agência Brasil-27/07/2013
Rio de Janeiro – A taxa de desemprego em junho deste ano ficou em 6%.
A taxa é ligeiramente superior às registradas em junho do ano passado
(5,9%) e em maio deste ano (5,8%), segundo Pesquisa Mensal de Emprego,
divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
O contingente de trabalhadores desocupados ficou em 1,5 milhão de
pessoas em junho, mantendo-se praticamente estável em relação a maio
deste ano e a junho de 2012. A população ocupada, de 23 milhões, também
manteve-se praticamente estável em relação aos dois meses.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi
praticamente o mesmo de maio: 11,5 milhões. Mas foi registrado um
aumento de 3,2% em relação a junho do ano passado.
Estabilidade em relação a maio também foi observado no rendimento
médio real habitual do pessoal ocupado, que ficou em R$ 1.869,20 em
junho deste ano. Em junho do passado, o rendimento médio havia sido R$
1.854,13, ou seja, 0,8% menor.
A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) é feita nas regiões metropolitanas
do Recife, de Salvador, de Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São
Paulo e de Porto Alegre.
Edição: José Romildo
Minha Casa, Minha Vida entregou moradias a 4,2 milhões de brasileiros até abril deste ano
Segundo o governo, que apresentou hoje (10) o sétimo balanço do PAC 2, o valor é 35% maior que o previsto para o período e beneficiou mais de 1 milhão de famílias
Por Agência Brasil
10/06/2013
O financiamento habitacional corresponde a 32% dos R$ 557,4
bilhões em investimentos de infraestrutura logística, social e urbana do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) até junho de 2013. Desde
2011, foram contratados R$ 178,7 bilhões para aquisição, reforma ou
construção de novas moradias. Segundo o governo, que apresentou hoje
(10) o sétimo balanço do PAC 2, o valor é 35% maior que o previsto para o
período e beneficiou mais de 1 milhão de famílias.
Dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida foram entregues 1,2 milhão de moradias até abril de 2013, para 4,2 milhões de brasileiros. De acordo com o governo, mais de 1,5 milhão de unidades habitacionais foram contratadas e, até 2014, a previsão é que 2,4 milhões de moradias sejam contratadas em todo o país.
O PAC 2 contratou 470 projetos na área de urbanização de assentamentos precários, atendendo a 566 mil famílias de 374 municípios, com investimentos de R$ 8,9 bilhões. Desse total, 34% já estão em obras. Entre 2007 e 2009, foram contratadas 3.309 empreendimentos, ao custo de R$ 19,6 bilhões, com 61% de execução.
No Eixo Água e Luz para Todos, o PAC 2 resultou em 390 mil ligações de luz elétrica, atendendo a 1,56 milhão de pessoas que vivem no campo, em assentamentos da reforma agrária, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas. De acordo com o governo, quase 40% dessas pessoas são beneficiárias do Programa Brasil Sem Miséria.
Nas áreas urbanas, o programa selecionou, desde 2011, 713 empreendimentos para execução de obras de abastecimento. De acordo com o balanço apresentado hoje, o valor total de investimentos chegará a R$ 9,7 bilhões e 41% dos projetos estão contratados. Ao todo, serão beneficiados 625 municípios de 26 estados e o Distrito Federal.
O PAC Prevenção contratou 85% dos R$ 2,7 bilhões em 188 empreendimentos voltados ao abastecimento de água nos dez estados afetados pelos efeitos da estiagem. As obras serão executadas em parceria com estados e municípios.
Dentro do Eixo Comunidade Cidadã, que prevê investimentos em áreas sociais, como saúde, educação, esporte, cultura e lazer destinados à população dos centro urbanos, foi contratada a construção ou ampliação de 7.557 unidades básicas de Saúde em 2.776 municípios de todos os estados, ao custo de R$ 1,1 bilhão. Cerca de 15% das obras já foram concluídas e 28% estão em andamento. Com R$ 469 milhões investidos, também foram contratadas 269 unidades de Pronto-Atendimento, que, segundo o governo, oferecerão serviços de saúde a 33 milhões de pessoas.
O PAC 2 contratou a construção de 3.123 creches e pré-escolas em 1.606 municípios de todos os estados, com investimentos de R$ 3,6 bilhões. Metade das obras está em andamento ou concluída. Com o término da construção de todas as creches, a estimativa é que meio milhão de crianças sejam atendidas. A previsão para a conclusão das obras é 30 meses para cada unidade e a maioria delas deve ficar pronta no próximo ano. O governo informou que trabalha para a redução desse prazo. A construção de creches e escolas é uma das principais bandeiras da presidenta Dilma Rousseff na área de educação.
A construção de quadras esportivas escolares conta com investimentos de R$ 1,7 bilhão em 4.574 obras localizadas em 1.731 municípios de 26 estados. As quadras devem beneficiar 3,6 milhões de alunos.
Dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida foram entregues 1,2 milhão de moradias até abril de 2013, para 4,2 milhões de brasileiros. De acordo com o governo, mais de 1,5 milhão de unidades habitacionais foram contratadas e, até 2014, a previsão é que 2,4 milhões de moradias sejam contratadas em todo o país.
O PAC 2 contratou 470 projetos na área de urbanização de assentamentos precários, atendendo a 566 mil famílias de 374 municípios, com investimentos de R$ 8,9 bilhões. Desse total, 34% já estão em obras. Entre 2007 e 2009, foram contratadas 3.309 empreendimentos, ao custo de R$ 19,6 bilhões, com 61% de execução.
No Eixo Água e Luz para Todos, o PAC 2 resultou em 390 mil ligações de luz elétrica, atendendo a 1,56 milhão de pessoas que vivem no campo, em assentamentos da reforma agrária, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas. De acordo com o governo, quase 40% dessas pessoas são beneficiárias do Programa Brasil Sem Miséria.
Nas áreas urbanas, o programa selecionou, desde 2011, 713 empreendimentos para execução de obras de abastecimento. De acordo com o balanço apresentado hoje, o valor total de investimentos chegará a R$ 9,7 bilhões e 41% dos projetos estão contratados. Ao todo, serão beneficiados 625 municípios de 26 estados e o Distrito Federal.
O PAC Prevenção contratou 85% dos R$ 2,7 bilhões em 188 empreendimentos voltados ao abastecimento de água nos dez estados afetados pelos efeitos da estiagem. As obras serão executadas em parceria com estados e municípios.
Dentro do Eixo Comunidade Cidadã, que prevê investimentos em áreas sociais, como saúde, educação, esporte, cultura e lazer destinados à população dos centro urbanos, foi contratada a construção ou ampliação de 7.557 unidades básicas de Saúde em 2.776 municípios de todos os estados, ao custo de R$ 1,1 bilhão. Cerca de 15% das obras já foram concluídas e 28% estão em andamento. Com R$ 469 milhões investidos, também foram contratadas 269 unidades de Pronto-Atendimento, que, segundo o governo, oferecerão serviços de saúde a 33 milhões de pessoas.
O PAC 2 contratou a construção de 3.123 creches e pré-escolas em 1.606 municípios de todos os estados, com investimentos de R$ 3,6 bilhões. Metade das obras está em andamento ou concluída. Com o término da construção de todas as creches, a estimativa é que meio milhão de crianças sejam atendidas. A previsão para a conclusão das obras é 30 meses para cada unidade e a maioria delas deve ficar pronta no próximo ano. O governo informou que trabalha para a redução desse prazo. A construção de creches e escolas é uma das principais bandeiras da presidenta Dilma Rousseff na área de educação.
A construção de quadras esportivas escolares conta com investimentos de R$ 1,7 bilhão em 4.574 obras localizadas em 1.731 municípios de 26 estados. As quadras devem beneficiar 3,6 milhões de alunos.
Minha Casa, Minha Vida terá cartão para compra de eletrodomésticos
Folha de Guanhães
com Agência Brasil- em 14/05/2013
Quem comprar uma casa própria no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV)
deve receber um cartão magnético, com limite definido, para financiar a
aquisição de eletrodomésticos básicos. O governo estuda estabelecer uma
lista, possivelmente de quatro produtos, entre eles geladeira e fogão,
com especificações mínimas e preço máximo para a compra do bem com
recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional.
De acordo com fontes, o desenho do programa será discutido nesta terça-feira, em reunião com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, e representantes dos Ministérios da Fazenda e das Cidades. Um esboço que sairá dessa reunião será levado à presidente Dilma Rousseff. O governo deve estabelecer uma taxa de juros de 5% ao ano para o financiamento dos produtos. A diferença entre a taxa, que representa juros reais negativos, e os custos de mercado será financiada pelos cofres da União.
A fixação de um preço máximo para o eletrodoméstico que será comprado servirá para evitar que, diante de uma demanda nova - ainda há 2,2 milhões de moradias para serem entregues até o fim de dezembro de 2014, dos quais 1,2 milhão já estão contratadas -, os fabricantes fiquem “tentados” a elevar preços, segundo um integrante da equipe econômica.
Dilma vai apresentar novo projeto para destinar 100% dos royalties à educação
Em evento de entrega de ônibus escolares em Campo Grande, presidenta afirma que o nível de educação, mais do que o PIB, vai garantir o Brasil no Primeiro Mundo
Rede Brasil Atual - 29/04/2013
São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (29) que seu governo vai “teimar” em destinar o dinheiro dos royalties do petróleo para investimento em educação. “Somos teimosos, insistentes e vamos teimar e encaminhar uma nova proposta para uso de recursos dos royalties na educação”, disse, em Campo Grande, durante entrega de 300 ônibus escolares.
O
governo federal teve rejeitada sua proposta de destinar 100% dos
royalties para investimento na educação em projeto aprovado no Congresso
no ano passado. "O Brasil precisa de duas coisas para melhorar a
educação: da vontade de todos nós, a vontade política do governo e a
paixão das famílias, mas também precisa de recursos”, disse.
A presidenta citou a necessidade de
investimento em creches, por exemplo, como necessidade fundamental
para melhorar o nível de educação no país e de igualdade nas
oportunidades. Ela disse que somente uma política educacional vai
garantir que país tenha índices de desenvolvimento considerados de
Primeiro Mundo.
“A
creche ataca a raiz da desigualdade. Não é a gente, as pessoas, que
têm de ser iguais, são as oportunidades que devem ser iguais, para
todos”, disse Dilma. Ela participou do evento de entrega de 300 ônibus
escolares para 78 municípios do Mato Grosso do Sul, com custo estimado
de R$ 64 milhões. Criado em 2007, o programa Caminho da Escola já
entregou para cerca de 4 mil cidades mais de 13,4 mil veículos, ao custo
de R$ 2,7 bilhões.
Produção de etanol misturado à gasolina deve crescer 28,29%
Agência Brasil - 29/04/2013
São Paulo - A produção de etanol anidro (destinado à mistura com a
gasolina) no Centro-Sul do país deve crescer 28,29% na safra 2013/2014
em relação ao período anterior, segundo estimativa da União da Indústria
de Cana-de-Açúcar (Unica). De acordo com diretor técnico da entidade,
Antonio Padua Rodrigues, o crescimento está relacionado ao aumento do
percentual de etanol na gasolina, que passará de 20% para 25% a partir
desta quarta-feira (1º). "Não temos a menor dúvida de que o aumento tem
relação com o limite de mistura que foi ampliado", declarou.
Segundo Rodrigues, o crescimento deve ocorrer com mais destaque nas
unidades produtoras da Região Centro-Sul, representadas na Unica, devido
às condições climáticas do Norte e Nordeste. "A demanda [de anidro] no
Brasil deve crescer 2,3 bilhões de litros. Sabemos que a safra do
Norte/Nordeste vai ser menor, porque eles estão sofrendo muito com a
seca. Por isso, toda essa produção adicional tem que se dar aqui na
nossa região", justificou. Em número absolutos, a produção de etanol
anidro passará de 8,7 bilhões de litros para 11,2 bilhões.
Em termos gerais do setor, o aumento da moagem de cana-de-açúcar é
estimado em 10,67%. O volume de cana a ser processado, que é dividido
entre a produção de açúcar e etanol, deve passar de 532,76 milhões de
toneladas para 589,60 milhões neste ciclo. "É uma previsão otimista e
parte da premissa de que tudo vai correr bem, que vai ser mantido o
aumento da mistura [na gasolina], que serão mantidos os níveis de
exportação do ano passado", declarou o diretor técnico.
Os resultados acumulados este ano, até a primeira quinzena de abril,
entretanto, mostram um processamento de cana aquém do esperado, com
8,82 milhões de toneladas. O valor é significativamente inferior ao
volume de 27,74 milhões de toneladas moídas no mesmo período da safra
2010/2011, quando, a exemplo deste ano, havia grande volume de cana
disponível para processamento. Na avaliação de Rodrigues, isso se deve a
um início de safra chuvoso, o que comprometeu a moagem estimada para o
final de março e o início de abril, mês que inaugura a safra. "Esperamos
números mais positivos no andamento da safra", destacou.
Rodrigues reforçou que os produtores estão prontos para atender à
demanda gerada pela medida do governo de incrementar a adição de etanol
na gasolina. "Temos fábrica para isto [produção de etanol anidro].
Grande parte deste mercado já está contratado pelas distribuidoras. Os
contratos já foram registrados na Agência Nacional do Petróleo [Gás
Natural e Biocombustíveis (ANP)]. Estamos prontos", destacou. Com o
aumento da safra, ele informou que não deve haver problema no
abastecimento.
O setor sucroenergético deve assumir um perfil mais alcooleiro nesta
safra. O percentual de produção de açúcar reduzirá de 49,54%,
registrado na safra 2012/2013, para 46,22%. O percentual de etanol, por
sua vez, crescerá 3,32 pontos percentuais, passando de 50,46% para
53,78%. Entre as razões para a produção do biocombustível se tornar mais
atrativa, Rodrigues cita "o aumento do preço da gasolina no início do
ano, o maior teor de etanol e a recente desoneração do Pis/Cofins
[Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social], aliado ao superávit no mercado mundial de açúcar".
De acordo com o diretor técnico, a expectativa do setor é que não
haja uma redução nos preços do álcool mesmo com o aumento da oferta.
"Essa política pública vem a ajudar o produtor como um todo em termos de
renda da atividade. Vamos avaliar com quem efetivamente vai ficar cada
parte [produtor, distribuidor, donos de postos de combustível ou
consumidores]". Rodrigues acha difícil a oferta do etanol voltar a uma
paridade de 60% a 65% em relação ao preço da gasolina. "É difícil
imaginar que vai fugir da paridade dos 70%, que é o limite [para que
seja vantajoso o uso do etanol]. Acredito que vai ter um comportamento
de preço parecido com isso", apontou.


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